Segurança na escola

Novembro 5, 2008 por eb1jimuro

Começamos mal o corrente ano lectivo, em matéria de segurança. Não decorreram nem dois meses e já contabilizamos mais um acidente grave, entre os nossos alunos.

Mais um e grave, mas escusado, sublinho eu.

Brincando livremente no recreio com os companheiros, o Rui, aluno da turma A do primeiro ano, empoleirou-se na metade que resta do famigerado escorrega desta escola. Faltando justamente a parte por onde, normalmente se escorrega, o Rui, decidiu, então, que o que havia a fazer era saltar, em vez de escorregar. O calculo errado conjugado com a ajuda involuntária de um coleguinha fez com que aterrasse mal e fracturasse o braço direito.

No momento, ainda a quente, não parecia assim tão grave, mas, à medida que arrefecia o seu corpo, as queixas de dores aumentavam e o dia do Rui acabou no hospital Padre Américo com diagnóstico de fractura no braço.

Regressou à escola, dois dias depois, com o braço engessado. Nada que o impeça de trabalhar, visto, “sorte” a dele, ser esquerdino.

Há dois anos atrás, o mesmo escorrega, ao tempo ainda completo, apesar de esburacado na rampa de descida,  foi cenário de um outro acidente, desta feita com a Cristiana do 2.º ano turma K que, entrando na rampa em sentido contrário, a correr, teve a infelicidade de enfiar o pé no buraco da dita cuja, acabando por cair e, na queda, fracturar o braço direito. Acabou o seu dia, como o Rui, no hospital Padre Américo, de onde regressou igualmente com gesso no braço.

E portanto, contabilizamos dois braços fracturados, em dois alunos diferentes, pelas mesmas razões e no mesmo exacto lugar.

Acresce que, como não poderia deixar de ser, todos quantos têm responsabilidade, na situação, em matéria de equipamentos e segurança, se encontram devida e repetidamente informados do que se passa com aquele equipamento.

E sendo, como sei que são, seguramente, gente de bem, não estarão à espera de outro braço fracturado para agir. São apenas gente azarada, como os nossos dois acidentados, lamentavelmente.

Elias

Era uma vez 2007/08

Junho 25, 2008 por eb1jimuro

Acabou o ano lectivo de 2007/08. Mais um numa já longa sucessão de anos de uma carreira com alguma expressão, já, desse ponto de vista.

Os alunos foram de férias e os professores ficaram na escola, cuidando dos seus registo de avalição, das matrículas, dos relatórios…

Foi um ano de grande intensidade e de muito trabalho para que os objectivos pudessem ser atingidos. Os de uns eram colocar os alunos a ler e a escrever ainda que rudimentarmente. Os de outros, consolidar e aprofundar as aprendizagens realizadas no ano anterior e, também, recuperar os alunos que começaram a acusar dificuldades. Outros, ainda, intentaram  preparar o melhor possível os alunos para a conclusão do ciclo, procurando assegurar uma transição para o 5.º ano nas melhores condições, sem esquecer o teste das Provas de Aferição.

De permeio, todo um sem número de actividades constantes do Plano anual de Actividades do Agrupamento, desenvolvidas para ajudar à melhoria do grau de prossecução dos mesmo objectivos.

Ainda as AEC que, cumprindo o seu papel, precisam, contudo, de assumir um horário diferente, verdadeiramente extracurricular, que ajude, só por si, a acentuar o carácter complementar e lúdico das mesmas. 

Para o próximo ano, esperam-nos alterações dramáticas. São mudanças, sobretudo, no plano da gestão ao abrigo do Decreto-Lei n.º75/2008 que hã-de ter implicações diversas no ambiente de trabalho, nas escolas, e que podem até redundar em factores de perturbação da actividade lectiva em si mesma. A ver vamos se a transição para o novo modelo se fará com a serenidade necessária.

Entretanto, muito boas férias a todos, professores e alunos. Que se divirtam muito e descansem melhor para poderem iniciar o próximo ano lectivo nas melhores condições.

Elias

Resultados da Aferição

Junho 19, 2008 por eb1jimuro

Saíram. À excepção de um aluno, nesta turma (A) de dezoito, todos ficaram satisfeitos com os resultados publicados. E eu, professor da turma, encontro-me igualmente agradado com  eles. Não tanto porque a turma se tenha excedido, mas mais por não haver discrepâncias a registar. A turma, a meu ver, vale exactamente isto que produziu. Os resultados neste caso, não são enganadores. São, até, muito fidedignos. Cerca de 95% de sucesso para a Matemática e cerca de 90% de sucesso para o Português, são os indicadores objectivos em análise.

No meu entendimento, estes resultados devem, ainda, ser ponderados, com o grau de dificuldade das próprias Provas que, quanto a mim, era inferior. 

Elias

Jornal “O Laço”

Maio 28, 2008 por eb1jimuro

Eis o nosso jornal O Laço” . Feito, como se diz no editorial, por todos quantos frequentam esta escola, para comunicar com a comunidade a quem queremos mostrar um pouco do que somos e fazemos, colectivamente. Espero que o leiam e façam os vossos comentários. Por nós, estaremos atentos e disponíveis, sempre.


“O livro”

Maio 27, 2008 por eb1jimuro

O nosso “livro”, projecto que fomos construindo ao longo do ano e que, agora, para o final do ano, deveria assumir forma definitiva, por uma questão de comodidade e economia de meios, será “publicado” e “divulgado” no espaço do nosso blogue, se todos concordarem.

Nesse sentido, começaram já a ser publicados os primeiros textos de alunos das turmas desta escola. Outros se seguirão, nos próximos dias.

Elias

A árvore que fala

Num dia lindo de Verão, eu e os meus amigos,fomos fazer um piquenique, no monte, perto da minha casa.

Quando chegamos ao local, pousamos as coisas, estendemos a toalha e fomos brincar. Jogamos à caça-caça, ao futebol, ao esconde-esconde…

Quando nos cansamos da brincadeira, descansamos um bocadinho e de seguida fomos lanchar.

Depois do lanche, dispersámo-nos pelo monte. Distraído como estava, afastei-me do grupo e perdi-me. Cansado de procurar os meus amigos, desanimado, de repente dei com os olhos numa árvore diferente das outras. Espantado a olhar para ela mais admirado fiquei quando ouvi:

-Que se passa contigo? Pareces desanimado e aflito!

-Ui, quem é que está a falar?!-pensei eu com os meus botões. E pus-me à procura de alguém que tivesse falado. Procurei uns instantes mas não vi ninguém. Foi então que ouvi de novo:

-Sou eu menino a árvore que te desperta a atenção.-disse a mesma voz.

Então percebi que era mesmo a árvore que estava a falar comigo.

-Ó árvore que falas, por acaso não viste os meus amigos? Perdi-me e não consigo encontrá-los!-disse ansioso.

-Por acaso até vi!-disse a árvore.-E ainda estou a vê-los, ali adiante.

-Obrigado árvore.-e dito isto desatei a correr em direcção aos meus amigos que me receberam com alegria. Recuperado o fôlego, lá lhes contei o que me aconteceu, aquilo da árvore que fala e tudo.

Não acreditaram e quiseram ver com os próprios olhos a árvore que fala. Mas, enganaram-se e dirigiram-se a uma árvore, parecida, mas que não falava. Fiquei despontado e magoado com a chacota dos amigos. Então, ouviu-se de uma árvore ali ao lado:

-Sou eu a árvore que fala essa é a minha amiga muda.

Olharam todos na direcção da árvore, muito espantados, até que um falou:

-Uau! Uma árvore que fala mesmo!?-observou o Manuel com a boca aberta.

-Eu não vos disse!?

-Mas como aprendeste a falar?-perguntou a Joana.

-Isto tem uma história que se passou na última Primavera. Querem ouvir?-perguntou a árvore.

-Queremos!-disseram todos em coro.

-Na última Primavera conheci uma menina chamada Beatriz. Ela andava sempre muito triste porque a avó dela tinha morrido. Por isso mesmo vinha muitas vezes à floresta e ficava aqui ao pé de mim a falar sozinha.

-De que falava ela?-perguntou o Rui.

-Ela falava das saudades que sentia da avó e da tristeza que lhe ia na alma desde a partida dela.-precisou a árvore.

Num daqueles dias, as saudades eram tantas que a Beatriz se desfez em lágrimas. Então a árvore sentiu uma grande compaixão e falou:

-Não chores querida, a tua avó está no céu a ver-te e de certeza que não quer que chores assim…-disse a árvore, meigamente, para grande espanto da Beatriz que, olhando-a demoradamente, desenhou na sua própria boca o sorriso molhado mais doce do mundo.

A árvore e a Beatriz conversaram assiduamente durante alguns dias até à partida da menina, com a sua família, para outra terra.

-E foi assim que aprendi a falar com a minha amiga Beatriz.-explicou a árvore sorridente.

Entretanto a noite aproximava-se. Despedimo-nos da árvore, arrumámos as coisas e tomámos o caminho de casa, não sem que, tivessemos jurado segredo sobre a nossa história com a Árvore que fala.

Texto colectivo 4.º ano A

Carnaval

Hoje é Carnaval,

não é Natal,

nem Ano Novo,

nem Páscoa para comer um ovo.

A alegria está no ar

todos se vão mascarar

para se divertir

e até mesmo para curtir.

Na hora do cortejo

vamos lá fazer um festejo:

eu sou o radical

o diabo do mal

e toca a bombar

com as crianças a brincar.

Já está quase na hora

todo o mundo vai embora.

João Pedro e Michael 4.º ano A

Noite de Natal

Hoje é Natal cheio de alegria

para passar bem o dia.

A noite é bonita

e vamos ler o livro da Anita.

O que não falta é doçaria

feita pela Maria.

Comemos às oito horas

e sempre sem demoras.

Depois de jantar

é tempo de arrumar.

E começa o “prendal”

com o Pai Natal.

Ele traz no saco muitas prendinhas

traz as tuas e as minhas.

E logo a seguir

é para dormir.

João Pedro e Michael

4º. ano B

4º. ano B

1º. ano Z

Férias de Verão

Já cheira a calor

E já se sente o valor

De um Verão

De muita animação.

Corro e danço até cansar

Com os amigos vou brincar

E andar de bicicleta

Com a amiga predilecta.

São assim as férias de Verão

Cheias de aventuras e animação

E eu gosto delas assim

São divertidas para mim.

Cláudia Marrero 4.º ano A

Injusto

Maio 21, 2008 por eb1jimuro

         A professora Iracema está inconsolável. Acabou de ser informada de que foi seleccionada para corrigir provas de Matemática, à semelhança do que aconteceu no ano passado e não gostou.

          Lamenta, essencialmente, o critério daqueles que decidem sobre a distribuição de tarefas, em matéria de Provas de Aferição, de cujas decisões resultam a sobrecarga de alguns professores com tarefas múltiplas, enquanto outros colegas, no mesmo contexto, não desempenharam nenhuma. Uns são Aplicadores e Correctores enquanto outros nem uma coisa nem outra. É injusto clama ela. Tem razão acrescento eu. À primeira vista, não consigo entender as razões de quem assim decidiu.

Elias

NB/-Este post foi escrito ao correr da pena, numa espécie de atitude solidária com uma colega que se revelou muito desgostosa por, pela segunda vez consecutiva, lhe ter sido atribuida a função de correctora, sendo certo que, nestes dois anos, terá havido professores que não chegaram a desempenhar função alguma, em matéria de realização das Provas de Aferição. 

Pretende, também, alertar para o facto de tais situações, podendo, deverem ser evitadas. Somos todos professores com os mesmo direitos e deveres.

Por outro lado, como é visível, nenhum nome é referido, nem sequer meramente sugerido, no post, porque nunca houve a intenção de dar um recado a quem quer que fosse. No universo dos professores da região de certeza que é possível encontrar outros casos de professores que foram correctores e ou aplicadores nos dois anos, assim como professores que em qualquer dos casos não desempenharam função alguma. Pretender pessoalizar este texto é, além de mais, despropositado e abusivo.

Prova de Aferição de Matemática 2008 – 1º ciclo

Maio 20, 2008 por eb1jimuro

Prova de Aferição de Língua Portuguesa 2008 – 1º ciclo

Maio 20, 2008 por eb1jimuro

Aflição (II)

Maio 20, 2008 por eb1jimuro

Esta aflição é minha. Muito minha esta aflição que senti, pela segunda vez, vendo a realizar a Prova de Aferição aquele menino, da segunda mesa da fila da direita, que não sabe ler.

Não percebo a quem e para que serviu a presença dele ali, no dia da Prova. Pura e simplesmente não saber ler. Não lê coisa nenhuma. Muito menos enunciados de Provas.

Mas estava ali, a fazer não se sabe bem o quê. Não sei ao certo como se terá sentido com a experiência a que foi submetido. Não sei se foi desconforto, pressão, aflição… Eu sei o que senti, das duas vezes aliás. Sei que me senti incomodado por estar a ver, diante de mim, a tentar fazer a prova, um menino que não sabia ler. Sei que pensei que se devia evitar tal situação que não aproveita a nada nem a ninguém. Isso eu sei!

Quem pode, porém, manda diversamente. E nós, os Aplicadores, fazemos o que nos mandam.

Elias

Aflição (I)

Maio 16, 2008 por eb1jimuro

A primeira Aflição passou. Os alunos da turma A do Muro não parecem muito preocupados com a forma como correu a prova. Antes de começar, alguns, estavam nervosos e uma até se descontrolou a ponto de chorar compulsivamente durante uns minutos. Depois, porém, era tempo de realização e a prova fez-se a contento para a esmagadora maioria, mas não sem problemas para uns três ou quatro que não a conseguiram completar no tempo regulamentar.

Como quer que seja, já passou. Agora há que esperar pelos resultados que, para nosso gosto, vão demorar tempo demais a chegar.

Esta primeira Prova valeu, também, pela experiência que nos proporcionou e que aproveitaremos para no próximo dia 20/05/08, procurarmos obter os melhores resultados, na Matemática.

Depois do dia 20 faremos o balanço global final e situar-nos-emos no panorama nacional de aferição para o 4.ºano. Ficaremos a saber o valor dos nossos resultados, comparados com o de outras turmas e com a média nacional.

Elias