O nosso “livro”, projecto que fomos construindo ao longo do ano e que, agora, para o final do ano, deveria assumir forma definitiva, por uma questão de comodidade e economia de meios, será “publicado” e “divulgado” no espaço do nosso blogue, se todos concordarem.
Nesse sentido, começaram já a ser publicados os primeiros textos de alunos das turmas desta escola. Outros se seguirão, nos próximos dias.
Elias




A árvore que fala
Num dia lindo de Verão, eu e os meus amigos,fomos fazer um piquenique, no monte, perto da minha casa.
Quando chegamos ao local, pousamos as coisas, estendemos a toalha e fomos brincar. Jogamos à caça-caça, ao futebol, ao esconde-esconde…
Quando nos cansamos da brincadeira, descansamos um bocadinho e de seguida fomos lanchar.
Depois do lanche, dispersámo-nos pelo monte. Distraído como estava, afastei-me do grupo e perdi-me. Cansado de procurar os meus amigos, desanimado, de repente dei com os olhos numa árvore diferente das outras. Espantado a olhar para ela mais admirado fiquei quando ouvi:
-Que se passa contigo? Pareces desanimado e aflito!
-Ui, quem é que está a falar?!-pensei eu com os meus botões. E pus-me à procura de alguém que tivesse falado. Procurei uns instantes mas não vi ninguém. Foi então que ouvi de novo:
-Sou eu menino a árvore que te desperta a atenção.-disse a mesma voz.
Então percebi que era mesmo a árvore que estava a falar comigo.
-Ó árvore que falas, por acaso não viste os meus amigos? Perdi-me e não consigo encontrá-los!-disse ansioso.
-Por acaso até vi!-disse a árvore.-E ainda estou a vê-los, ali adiante.
-Obrigado árvore.-e dito isto desatei a correr em direcção aos meus amigos que me receberam com alegria. Recuperado o fôlego, lá lhes contei o que me aconteceu, aquilo da árvore que fala e tudo.
Não acreditaram e quiseram ver com os próprios olhos a árvore que fala. Mas, enganaram-se e dirigiram-se a uma árvore, parecida, mas que não falava. Fiquei despontado e magoado com a chacota dos amigos. Então, ouviu-se de uma árvore ali ao lado:
-Sou eu a árvore que fala essa é a minha amiga muda.
Olharam todos na direcção da árvore, muito espantados, até que um falou:
-Uau! Uma árvore que fala mesmo!?-observou o Manuel com a boca aberta.
-Eu não vos disse!?
-Mas como aprendeste a falar?-perguntou a Joana.
-Isto tem uma história que se passou na última Primavera. Querem ouvir?-perguntou a árvore.
-Queremos!-disseram todos em coro.
-Na última Primavera conheci uma menina chamada Beatriz. Ela andava sempre muito triste porque a avó dela tinha morrido. Por isso mesmo vinha muitas vezes à floresta e ficava aqui ao pé de mim a falar sozinha.
-De que falava ela?-perguntou o Rui.
-Ela falava das saudades que sentia da avó e da tristeza que lhe ia na alma desde a partida dela.-precisou a árvore.
Num daqueles dias, as saudades eram tantas que a Beatriz se desfez em lágrimas. Então a árvore sentiu uma grande compaixão e falou:
-Não chores querida, a tua avó está no céu a ver-te e de certeza que não quer que chores assim…-disse a árvore, meigamente, para grande espanto da Beatriz que, olhando-a demoradamente, desenhou na sua própria boca o sorriso molhado mais doce do mundo.
A árvore e a Beatriz conversaram assiduamente durante alguns dias até à partida da menina, com a sua família, para outra terra.
-E foi assim que aprendi a falar com a minha amiga Beatriz.-explicou a árvore sorridente.
Entretanto a noite aproximava-se. Despedimo-nos da árvore, arrumámos as coisas e tomámos o caminho de casa, não sem que, tivessemos jurado segredo sobre a nossa história com a Árvore que fala.
Texto colectivo 4.º ano A
Carnaval
Hoje é Carnaval,
não é Natal,
nem Ano Novo,
nem Páscoa para comer um ovo.
A alegria está no ar
todos se vão mascarar
para se divertir
e até mesmo para curtir.
Na hora do cortejo
vamos lá fazer um festejo:
eu sou o radical
o diabo do mal
e toca a bombar
com as crianças a brincar.
Já está quase na hora
todo o mundo vai embora.
João Pedro e Michael 4.º ano A
Noite de Natal
Hoje é Natal cheio de alegria
para passar bem o dia.
A noite é bonita
e vamos ler o livro da Anita.
O que não falta é doçaria
feita pela Maria.
Comemos às oito horas
e sempre sem demoras.
Depois de jantar
é tempo de arrumar.
E começa o “prendal”
com o Pai Natal.
Ele traz no saco muitas prendinhas
traz as tuas e as minhas.
E logo a seguir
é para dormir.
João Pedro e Michael

4º. ano B

4º. ano B

1º. ano Z
Férias de Verão
Já cheira a calor
E já se sente o valor
De um Verão
De muita animação.
Corro e danço até cansar
Com os amigos vou brincar
E andar de bicicleta
Com a amiga predilecta.
São assim as férias de Verão
Cheias de aventuras e animação
E eu gosto delas assim
São divertidas para mim.
Cláudia Marrero 4.º ano A