Começamos mal o corrente ano lectivo, em matéria de segurança. Não decorreram nem dois meses e já contabilizamos mais um acidente grave, entre os nossos alunos.
Mais um e grave, mas escusado, sublinho eu.
Brincando livremente no recreio com os companheiros, o Rui, aluno da turma A do primeiro ano, empoleirou-se na metade que resta do famigerado escorrega desta escola. Faltando justamente a parte por onde, normalmente se escorrega, o Rui, decidiu, então, que o que havia a fazer era saltar, em vez de escorregar. O calculo errado conjugado com a ajuda involuntária de um coleguinha fez com que aterrasse mal e fracturasse o braço direito.
No momento, ainda a quente, não parecia assim tão grave, mas, à medida que arrefecia o seu corpo, as queixas de dores aumentavam e o dia do Rui acabou no hospital Padre Américo com diagnóstico de fractura no braço.
Regressou à escola, dois dias depois, com o braço engessado. Nada que o impeça de trabalhar, visto, “sorte” a dele, ser esquerdino.
Há dois anos atrás, o mesmo escorrega, ao tempo ainda completo, apesar de esburacado na rampa de descida, foi cenário de um outro acidente, desta feita com a Cristiana do 2.º ano turma K que, entrando na rampa em sentido contrário, a correr, teve a infelicidade de enfiar o pé no buraco da dita cuja, acabando por cair e, na queda, fracturar o braço direito. Acabou o seu dia, como o Rui, no hospital Padre Américo, de onde regressou igualmente com gesso no braço.
E portanto, contabilizamos dois braços fracturados, em dois alunos diferentes, pelas mesmas razões e no mesmo exacto lugar.
Acresce que, como não poderia deixar de ser, todos quantos têm responsabilidade, na situação, em matéria de equipamentos e segurança, se encontram devida e repetidamente informados do que se passa com aquele equipamento.
E sendo, como sei que são, seguramente, gente de bem, não estarão à espera de outro braço fracturado para agir. São apenas gente azarada, como os nossos dois acidentados, lamentavelmente.
Elias